O nosso maior aliado no turismo? O Google

14Abr
Google o maior aliado do turismo

Nova estratégia para vender Portugal é comprar publicidade no motor de busca. Quanto mais nos virem, mais nos escolhem.

Maldivas. México. Caraíbas. Sabe porque são sinónimos de férias? Porque os vemos nas capas de todos os panfletos, nas montras de todas as agências de viagens, nos resultados das páginas do Google sempre que perguntamos onde ir. Então, a melhor maneira de promover o país talvez passe mesmo por aí, por dar-lhe visibilidade da forma mais simples.

Foi esta a lógica que conduziu o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, a uma nova forma de promover Portugal, “mais ágil, mais eficaz e mais atual”. O governante quer consolidar neste ano o crescimento acima da média obtido em 2013. “No ano passado, apostámos muito e muito intensamente nos media e nas redes sociais. Trouxemos mais de um jornalista por dia para conhecer o país”, explica ao Dinheiro Vivo. E com efeitos: “O número de referências a Portugal na imprensa internacional disparou em 2013.”

Agora, o Google entrou na equação. O motor de busca é a nova ferramenta do turismo para promover o país. A ideia genérica é que Portugal fique cada vez mais visível - e apetecível.

O que parece estar a resultar. Em declarações ao Dinheiro Vivo, o vice-presidente da TAP realça que a companhia está a vender muito mais viagens “para Portugal do que a partir de Portugal”. “Em cada quatro passageiros da TAP, três vêm para cá - e a tendência é vender cada vez mais no exterior”, garante Luiz Mór. No início de abril, a TAP tinha mais 200 mil reservas do que no ano passado - um aumento de quase 30%. Números que podem ser melhorados com uma estratégia que dê mais visibilidade ao país. Sem revelar valores, Mesquita Nunes explica que o governo passou “a investir no Google search e no Google ads, de forma a assegurar que Portugal aparece em destaque nos principais motores de busca. São métodos de promoção mais discretos, mas muito mais eficazes e adaptados ao mercado”, garante. O secretário de Estado recorda que, apesar de terem sido batidos recordes, os números do ano passado “não foram suficientes para que muitas empresas do sector recuperassem da crise que tiveram de enfrentar”. “Precisamos de continuar a crescer”, reforça, defendendo que para isso é preciso criar as condições ideais para que as companhias sejam capazes de se desenvolver e fazer o seu caminho. “Não me peçam é para fazer promoção como se fazia nos anos 90”, diz.

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